Sobre o Blog Omolokô

Por , 28 de janeiro de 2012 18:03

Esse Blog não tem o objetivo de discutir ou informar sobre os fundamentos, ritos e liturgia da Nação Omolokô. Contudo, como falar de Cantigas, sem tratarmos a cultura? E como falar da cultura sem conhecermos as origens, a história e as linguagens? Abaixo segue uma pequena introdução que contextualiza o complexo cenário das religiões afro-brasileiras, onde se insere a Nação Omolokô.

Ao contrário do quem muitos pensam, o Omolokô e Umbanda não são a mesma coisa. A história da gênesis umbandista, aceita pela maioria dos adeptos, conta a experiência de Zélio Fernandino de Moraes e a entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 1908. A partir daí, as principais preocupações dos umbandistas foram: tornar a Umbanda mais próximas do Kardecismo, inserindo-a na categoria de religiões espíritas; e houve também a preocupação de afastar a Umbanda ao máximo de associações ou vínculos aos cultos e raízes africanos, em geral.

O Omolokô, por outro lado, surgiu por meio de um homem que queria resgatar a essência e as raízes africanas: Tata Ti Inkice Tancredo da Silva Pinto. Portanto, se a Umbanda buscava desafricanizar-se, o Omolokô fez o caminho inverso.

Nesse contexto, de modo grosseiro, é possível dizer que o Omolokô passa a ser uma interseção entre o Candomblé (referência máxima africana) e a Umbanda (referência máxima de uma religião legitimamente brasileira).

Se você quer saber mais sobre a Nação Omolokô, o link abaixo, desenvolvido por Fernando de Oxalá (Tata Oguiandê), Filho de Mameto Nilza de Xangô (Bisneta de Tata Ti Inkince Tancredo da Silva Pinto e Zeladora no Centro Espírita Pai Xangô), trata assuntos como: as origens da religião, o significado do nome OMOLOkÔ, os rituais, fundamentos, obrigações e Inkices / Bacuros (Orixás).

http://www.uniafro.xpg.com.br/omoloko.htm

Veja também os vídeos sobre o povo Lunda-Kioko, às origens do Omolokô.

*Fonte: Umbanda Omolocô: liturgia, rito e convergência. Ed. Ícone, 2002

10 comentários para “Sobre o Blog Omolokô”

  1. Alexandra de NZAZI disse:

    Parabens meu irmão pela iniciativa, despreendimento
    e sobriedade em seus textos….
    bjs

  2. Nanda disse:

    Está ficando cada vez melhor!Nossa religião é carente de pessoas com atitudes assim: que buscam compreender melhor nossa história e nossos fundamentos. Tenho certeza que estes textos estão acrescentando muito para aqueles que buscam um pouquinho mais de conhecimento. Parabéns. Quiabo. (foi impossível não colocar rs).

  3. Marco Aurelio disse:

    Parabens Gustavo eu so sou mais um aprendiz da vida
    Estou sempre pesquisando coisa bacanas
    Com a net e com as pessoas
    Conhecer não e perder tempo e aprender …………….

  4. JOSE ALVES DA SILVA disse:

    IRMÃOS BOA NOITE
    Hoje filiado do Abassá digirido por Pai Fernando Tata Oguiandé (BH), ainda sinto uma séria dificuldade da adaptação ao novo sistema e condução do OMOLOKO. Antes vivi mais de 20 anos no Ile de Oxalá aqui em Fortaleza dirigido por Mãe Valdivia de Oxalá (in memoria), onde a prática do culto pelo que vejo hoje, estava bem distante da realidade no tocante a Ikinsi, Bacuros e alguns fundamentos por mim desconhecido. Graças a Oxalá que encontrei esta pessoa maravilhosa iluminada por Deus que aos poucos esta me direcionando para o caminho do meu Sagrado na pura essência da Palavra. Sinto dificuldade nas rezas (em dialeto), pois aqui se usa o Portugues mesmo, na formação de uma roda no barracão, também aqui não se usava isso, nem uma ordem lógica correta de saudação aos Ikinsis era obedecida, até porque só se referenciava 9 orixás (ikinsis) e com as sua denominações em Yorubá ex Oxala, omulu, ogum e por ai vai, e hoje eu vejo que o negócio é bem mais sério do que se pensa e se faz necessário um valor, um tratamento muito especial ao que se define como verdadeiro OMOLOKO, que agora se abre para mim como um leque de informações riquissimas, mas de um contexto simples, arejado de humildade, apenas fortalecido de respeito, obdiencia e comprometimento e não de uma vulgaridade absurda, desprezo a que se chama de essência, energia, luz que esta Natureza Viva dos Ikinsis nos preenche. Mas eu tenho fé, coragem que serei fortalecido nesta caminhada e estou aqui em busca de ajuda, não quero ser o melhor, mas para o meu Orixá, quero que assim se faça, e como estou a margem de dirigir uam casa, não quero conduli-la e nem os meus filhos na alienação, da que fui passivo, quissá cumplice. ACREDITO QUE COM BOA VONTADE, QUALQUER ERRO AINDA TEM CONSERTO.
    MUKUIU A TODOS
    alves de Omulu

  5. Jorge disse:

    Onde eu posso achar centro de Omoloco??

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